domingo, 6 de julho de 2014

Trabalho escravo 126 anos depois

O trabalho escravo é uma realidade no Brasil, quem não se lembra da marca Zara, que admitiu em CPI o uso de força de trabalho escravo. Mesmo tendo passado 126 anos da assinatura da Lei Áurea, nesse início de julho o Ministério do Trabalho em Emprego registrou mais 91 empregadores que estão usando força de trabalho escravo. A chamada "lista suja" já contem 609 pessoas físicas e jurídicas que estão submetendo os trabalhadores em condições análogas a escravidão. As empresas que estão com o nome no cadastro ficam bloqueadas a conseguir financiamentos em bancos públicos e privados.
Duas centrais sindicais publicaram a notícia em seus sites oficiais com certa desconfiança. A CTB cobra o congresso aprove de vez o conceito de trabalho escravo e, diz que 14 anos de discussão pelos parlamentares só pode ser manobra da bancada ruralista para atrasar a efetivação da lei. Já a CUT acusa o judiciário de retirar do cadastro duas empresas após liminares judicias, não levando em consideração  que a OAS (conglomerado de multinacionais) e GAP (setor têxtil) tenham sido responsabilizadas por escravizar mais de 150 trabalhadores.
Confira abaixo os setores que mais usam trabalho escravo no Brasil:



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